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Psicologia

GUIA PRÁTICO SOBRE SAÚDE MENTAL

TRATAMENTOS:

  • Ansiedade;

  • Depressão;

  • Transpessoal;

  • Pânico;

  • TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo;

  • Fobias;

  • Outros.

O QUE É SAÚDE MENTAL?

   A experiência humana inevitavelmente apresenta alguns fatores que podem desequilibrar nossa saúde mental, como situações difíceis e preocupações capazes de produzir algum nível de sofrimento mental. É natural que isso aconteça e geralmente conseguimos lidar com essas adversidades sem qualquer prejuízo permanente ao equilíbrio de nossa saúde mental, mas quando o nível de sofrimento se mantém e afeta diversas áreas de nosso funcionamento, tais como nossa capacidade de lidar com estas adversidades, de nos relacionarmos com outras pessoas ou de cuidarmos de nossa higiene e demais tarefas rotineiras, existe a possibilidade de se tratar de um transtorno mental.

 Os transtornos mentais, também chamados de doenças mentais, são alterações do funcionamento da mente que prejudicam o desempenho da pessoa na vida familiar, profissional, social, na compreensão de si mesmo e dos outros, na possibilidade de autocrítica, na tolerância aos problemas e na possibilidade de ter prazer na vida em geral. Estes transtornos afetam aspectos biológicos, psicológicos e sociais do indivíduo e se caracterizam por alterações do pensamento, do humor e do comportamento (ou uma combinação de fatores), associadas à angústia e prejuízo no funcionamento global.

 

   Analise o quadro abaixo e faça a seguinte reflexão: Você se encaixa em algum destes em destaque? Se sim, qual? Por quê? O que tem feito para manter-se assim ou para mudar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Vejamos também uma pequena história. Um exemplo do que podemos encontrar ou do que pode estar acontecendo com alguém próximo:

 

 “Joelson tem 13 anos e sempre foi um aluno participativo nas atividades de classe, tirava boas notas e nunca repetiu de ano. Tímido, conversava pouco mas tinha vários amigos, com quem costumava sair para jogar futebol na rua. Entretanto, começou a agir diferente nos últimos meses, afastando-se do grupo dizendo à professora que seus amigos não gostavam mais dele. Começou a se interessar por assuntos “diferentes”, como a história do Egito e religiões antigas. Ultimamente passa por momentos em que se torna difícil identificar se o que fala é fantasia ou realidade. Começou a usar roupas diferentes do habitual e parece mais descuidado, faltando à escola e atingindo notas mais baixas, mas não deve repetir de ano. Segundo sua mãe, Joelson se queixa de dores pelo corpo e de não se sentir bem na escola, pois se sente observado de modo diferente pelos outros alunos. No último mês pediu para trocar de escola.”

 

Como podemos ajudar alguém como Joelson e sua família?

  Quando nos deparamos com situações como a descrita acima, é importante tentar escutar o que diz e sente o indivíduo, procurando acolhê-lo e mostrando-se disponível e compreensivo com relação ao seu sofrimento. É necessário ainda procurar entender a vivência do indivíduo, evitando tentar convencê-lo de que o que vive está “apenas em sua cabeça”, pois para ele, naquele momento, sua experiência é real.

Além disso, é necessário encaminhá-lo para um profissional capacitado neste tipo específico de ajuda. Somente um profissional pode fazer outros encaminhamentos (se necessário) e diagnóstico que explique o que está acontecendo com Joelson. O profissional responsável por este tipo de diagnóstico é o psicólogo. Somente o psicólogo pode fazer qualquer diagnóstico e preparar programas de intervenção.

Fique atento a outros sinais e sintomas que compõem um quadro de encaminhamento para o psicólogo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 É importante lembrar que esses são fatores de risco; nem todas as pessoas que apresentem esses comportamentos irão desenvolver um transtorno mental. Mas é fundamental acompanhá-las e procurar entender o que está acontecendo. Quando possível, esse acompanhamento deverá ocorrer através de ações de promoção e prevenção de saúde mental, como: psicoterapia individual ou em grupo - se necessário acompanhamento medicamentoso, feito pelo médico responsável – atividades físicas, acompanhamento nutricional e  tudo que for importante para o restabelecimento da qualidade de vida e da saúde mental